Kill your parents

Texto 14 jun.

Anonymous said: Pra você dar o nome - 5 à seco

Sinal de vida é para os vivos, ou talvez para os quase mortos.

Texto 31 jan. Gentil noite

A noite habita na cabeça de muitos; 
Habita na escuridão de todas as vielas. 
Que fortalece-se à luz de velas; 
A noite habita nos ruídos. 

As melodias infames dos bares; 
Cheios de seres;
Um bar iluminado de almas negras; 
A noite habita nas cabeças sem regras. 

Nas barbas vermelhas de um jovem; 
Nos olhos escuros de um cão; 
Habita, enfim, nos gritos dos pingos; 
Que chovem. 

A escuridão noturna é uma avenida; 
Elétrica, mas misteriosa; 
Vívida e antenada; 
Sempre cuidadosa; 

Em se esconder da noite fria, entre meus braços; 
Gentil como uma senhora idosa; 
A noite habita na prosa; 
Ainda mais na poesia.

Texto 31 jan. Prédios

Ando procurando um pedaço de meus ouvidos; 
Pelas músicas que por aí, pelo becos, escutei; 
Ando procurando meus sentidos; 
Que por lepra, despencaram do meu corpo; 

Ando procurando meu tato em maçanetas.
Em portas e grades de vidro; 
Não transparece a localização de mim. 
Meus gostos, meu eu corrompido. 

Ando em voltas, envolto de duvidas; 
Esqueci que perdi. 
Perdi-me no esquecimento. 
Perdi-me entre o tijolo, concreto, cimento. 

Ando em construções vazias; 
Entre as costelas do meu peito; 
Entre a expulsão do aconchego perfeito. 
As construções gemem. 

As portas rangem, junto comigo. 
O bruxismo dos prédios antigos; 
Combinam com o vazio amigável;
Prédios abandonados são meus novos amigos. 

Vídeo 31 jan.

Mortem sibi conscivit

Foto 31 jan. Uzumaki - Mangá

Uzumaki - Mangá

Foto 30 jan. Esperanças isoladas haduge.deviantart.com

Esperanças isoladas 

haduge.deviantart.com

Texto 30 jan.

Todos são bem-vindos aqui; 
Aqui, o mundo que não desejam nunca vir; 
Todos são bem-vindos à suas mentes; 
Aos corpos e carcaças dementes. 

Todos são convidados ao obrigatório; 
Todos são convidados a serem obrigados. 
Sua rebeldia é seu passe ao purgatório; 
Suas frases e poesias são suas escórias; 

Sua pena é aplicada por você mesmo; 
A mão que dói são suas palmatórias. 
Todos são bem-vindos aos seus medos; 
À dor, suas mentes frias; 

Que congela os seus finos dedos; 
Ou seus gordurosos desejos fúteis; 
Seus apegos inúteis 
Suas regras e seus contrários adendos. 

Todos são bem-vindos à minha casa; 
Onde podem lavar suas carcaças; 
Podem ser vítimas de suas próprias caças 
Sejam bem-vindos ao céu, encrustado em brasa

Todos aqui são convidados a conhecerem a sua verdade
Afinal, verdade é desilusão; 
Desilusão é tristeza, é raridade; 
A tristeza é o verdadeiro vazio que todos têm no coração

Texto 30 jan. Verso “subverso” ao seu coração submisso.

Do que adianta ser subversivo; 
Se meu coração será sempre submisso? 
Coração preso, sozinho. 
Do que adianta seguir o meu caminho? 

Do que adianta minha fuga; 
Se meu coração honra o compromisso; 
De sempre amar, e amar para sempre; 
O alguém, que enquanto isso… 

Está longe do meu alcance, estará além; 
Além de mim, além da fé; 
Além de tudo que é definido como ser, como “É” 
Além de conseguir seu próprio bem?

Como será ser o meu bem, e o seu próprio mal?

Texto 29 jan. Capsula de areia

O mundo é incompreendivelmente dominado pela filosofia
Pela estupidez severa que cria a divisão de tempo; 
Criam a noite e seu dia,
Enquanto criam-se as ditaduras; Os anos e vidas; 

Cavo minha cova no quintal; 
E planto, junto a mim, um novo temporal; 
Minha cova, minha nova cúpula de novas elegias; 
Minha capsula sentimental, atemporal; 

Capsula de anos e semanas frias; 
Dos sonhos que acabaram de derreter; 
Sobre o barro, as areias; 
Observo os grãos, a ciência e seu desenvolver; 

E crio em mim uma macieira; 
Com frutos não tão doces assim, 
Com sonhos não tão reais assim; 
Com a esperança não tão avantajada a mim. 

Os grãos transformam-me em parte, perco minha asa; 
Sou parte da terra mãe em que me escondo; 
Parte de um exército neutro, apenas vagando acima de sua casa
Apenas esperando o romper do seu anima morto; 

Do seu coração desabando, como aborto. 
Do seu animus raivoso, que agora, entristecido, cai; 
Eu, antes, um anjo, como um todo, renovando meu voto
Relembro de mim apenas como texto e foto; 

Uma música sem tradução;
Escultura imperfeita de barro, sem o sopro de Deus; 
Serei apenas mais um grão; 
Um em um milhão.

Eu e uma legião de mim mesmo; 
No sofrimento dos quatro cantos da minha máquina do temporal. 
Para relembrar a felicidade que agora, joguei a esmo.
Eu e minha cova no quintal.

Texto 29 jan. Minhas palavras embaralhadas

Temo eu o líbido do ontem
O acervo de glória, que escaço; 
Morre agonizando, o desejo de agora; 
Morte minha em vitória, outrora; 

Morte minha em cada aurora; 
Em cada erro e passo; 
Passo a pisar mais fundo no poço; 
Passo a desvendar meu coração afora; 

Desaforra minha de sentimentos; 
Das minhas rugas; Minha falha
Palavras embaralhadas em detrimentos; 
Esparramadas no chão, na sala; 

Colorindo o mundo de vermelho; 
Do batom escarlate de meus glóbulos; 
Da beleza que só enxergam os óculos; 
Da fuga de mim, do amor que afugentou-se por conselho 

A vida pinta cada parte morena, em sépia, em branco; 
Novamente, a vida é descolorida pelos meus atos; 
Pelas minhas falhas estéricas, pela dor que de mim, arranco;
Pelo meu mundo, pelo mundo e seus inegáveis fatos 

Embaralho minhas palavras em sentimentos; 
Embaralho meu coração, minhas veias, meus momentos; 
Em silêncio, apenas ponho meu jogo na mesa; 
Espero a solidão com sua jogada, banhada de sutileza. 


Edited by WinterTag. .

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